sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Chico Buarque e a Grandiosidade de "Construção"

Em 1970, o carioca Chico Buarque de Hollanda já era um dos mais respeitados cantores/compositores da MPB. Estava vivendo em seu autoexílio na Itália a aproximadamente um ano, depois de ver a ascensão do regime militar e sua forma truculenta de comando.


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Melhores Álbuns de 1963

The Beatles no início da carreira. Da esquerda para direita: George Harrison, Ringo Starr, Paul McCartney e John Lennon.

Chegamos em 1963 em nossa quarta edição. Num ano de pouca agitação política no Brasil – que recebia os jogos Pan-Ameicanos – o mundo chocava-se com o assassinado do então presidente americano John F. Kennedy (*29/05/1917 – +22/11/1963). Na música era um ano de revolução com os movimentos pacifistas pelos direitos civis defendidos por muitos artistas e a explosão da Beatlemania. Para a música a grande tragédia do ano foi o falecimento de Edif Piaf (*19/12/1915 – +10/10/1963) uma das maiores cantoras líricas da história.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Stevie Wonder - Innervisions (1973)

Título do álbum: Innervisions.
Artista/banda: Stevie Wonder.
Lançamento: 03 de Agosto de 1973.
Gravação: Abril - Julho de 1973, no Record Plant Studios (Califórnia) e no Media Sound Studios (Nova York).
Gênero(s): Soul, funk.
Duração: 44:12 aproximadamente.
Gravadora(s): Tamla.
Produção: Stevie Wonder, Robert Margouleff e Malcolm Cecil.
Nota: 5/5 (estrelas).



Stevie Wonder sempre foi um artista precoce, gravou seu primeiro disco aos 12 anos e aos 23 chegou ao amadurecimento musical.
A complexidade das composições impressiona abordando temas que até hoje seguem em pauta: drogas, ética política e religião são bons exemplos.
Aqui ele prossegue o desenvolvimento musical iniciado em Music of My Mind ao utilizar em larga escala sintetizadores, e faz valer a expressão “banda de um homem só” ao tocar a maioria dos instrumentos ao longo do álbum – é mínima a participação de outros músicos.
O disco transpira groove com os sons de baixo simulados em um moog – ele foi um dos primeiros artistas a experimentar esse tipo de artifício –, mas sempre de forma orgânica sem desvirtuar a pureza do som um minuto sequer. Possui poucas passagens com guitarra elétrica, sendo conduzido basicamente por instrumentos de teclas.
Num disco cheio de grandes momentos é difícil destacar alguma faixa, mas canções como “Too High” – onde ele mostra todo seu arsenal de timbragens vocais – e a denuncia contra o racismo de “Living for the City” chamam a atenção pelo impacto.
 “Visions” e “Jesus Children of America” revelam seu crescente interesse por religiões orientais e “He’s Misstra Know-It-All” toda sua insatisfação com o presidente Richard Nixon.
O groove poderoso de “Higher Ground” faz qualquer moribundo querer balançar – meses depois do lançamento de Innervisions foi esta música que ajudou Stevie a acordar do coma depois de um grave acidente automobilístico.
As baladas de amor “Golden Lady”, “All in Love Is Fair” e o r&b-latino otimista de “Don’t You Worry ‘bout a Thing” quebram o clima tenso ao trazer temas mais agradáveis.
Abordando temas tão dispares Innervisions poderia parecer esparso, muitas vezes fora de contexto pela singularidade das letras, mas a musicalidade natural de Stevie Wonder ajudou a colar tudo em um fundo musical extremamente agradável aos ouvidos.
Álbum essencial em qualquer coleção que mostra Stevie Wonder atingindo seu auge na melhor fase da sua carreira.

Faixas:

(Lado A)
“Too High”
“Visions”
“Living for the City”
“Golden Lady”

(Lado B)
“Higher Ground”
“Jesus Children of America”
“All in Love Is Fair”
“Don’t You Worry ‘bout a Thing”
“He’s Misstra Know-It-All”

Banda (formação):
Stevie Wonder (vocal, piano, piano-elétrico, sintetizador, baixo moog, clavinete, harmônica, bateria e percussão).

Músicos adicionais: Clarence Bell (órgão), David T. Walker (guitarra), Dean Parks (violão), Jim Gilstrap (vocal de apoio), Lani Groves (vocal de apoio), Larry Latimer (congas), Malcolm Cecil (contrabaixo), Ralph Hammer (violão), Scott Edwards (baixo), Sheila Wilkerson (bongô e güiro), Tasha Thomas (vocal de apoio), Willie Weeks (baixo) e Yusuf Roahman (chocalho).


download - Innervisions (1973)
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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Odair José e a Saga da Primeira Ópera-rock Brasileira

“– Hei! Quem gravou a primeira ópera-rock brasileira?”
Se alguém lhe fizesse essa pergunta simples você saberia a resposta?
Se sim, parabéns! Se não, qual é o primeiro artista/banda que vem a sua cabeça?
Será que foi o Raul? Mutantes? Secos & Molhados? Titãs? O Terço? Ou será alguma banda brasiliense dos anos 80?
Não meus caros, o primeiro músico brasileiro a gravar uma ópera-rock foi o popularesco Odair José. Sim! Isso mesmo!!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Melhores Álbuns de 1962


Na terceira parte da nossa lista estamos em 1962. O presidente Kennedy aprova o embargo total contra Cuba. O Brasil era bicampeão da Copa do Mundo e vários países africanos conseguem a independência de seus colonizadores. Na música o revival folk ganha força com artistas menos tradicionais e mais politizados. O jazz continua forte enquanto o samba e a bossa nova chegam aos EUA e eram quebradas as barreiras musicais com mistura de gêneros e bandas multirraciais

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Procol Harum - Shine on Brightly (1968)

Título do álbum: Shine on Brightly.
Artista/banda: Procol Harum.
Lançamento: Setembro de 1968.
Gravação: 1967-68, no Advision Studios, De Lane Lea Studios e Olympic Studios (Londres).
Gênero(s): Progressive rock, psychedelic rock.
Duração: 39:09 aproximadamente.
Gravadora(s): Regal Zonophone (Reino Unido) e A&M (EUA).
Produção: Denny Cordell.
Nota: 4 / 5 (estrelas).



O segundo álbum dos ingleses do Procol Harum pode não ser liricamente tão inspirado quanto seu antecessor, mas é um disco composto por músicas poderosas que os ajudou a se consolidar como um dos grandes grupos dos anos 60.
A primeira metade do disco é um apanhado de canções ao estilo gospel – “Quite Rightly So” e a faixa-título – com um toque sofisticado de piano e órgão, e outras uma mistura elegante de blues e psicodelismo – “Skip Softly (My Moonbeams)”, “Wish Me Well” e “Rambling On” – com licks inspirados do guitarrista Robin Trower e a cozinha sempre firme de B.J. Wilson e Dave Knights.
Se resumíssemos o álbum somente em seu primeiro lado teríamos apenas um bom disco de uma grande banda. O tesouro escondido que eleva o nível do disco para clássico está no lado dois, na pérola proto-progressiva “In Held ‘Twas in I”.
Provavelmente a primeira canção megalomaníaca do rock. Uma suíte milimetricamente pensada e dividida em cinco partes distintas durante seus quase 17 minutos. Traz elementos marcantes da ópera e da música clássica. Uma canção que antecipa em 10 anos o que Roger Waters elaborou para The Wall.
Apesar das belas canções e das letras profundas, o grande mérito do Procol Harum em Shine on Brightly foi de criar uma ponte que partia do rock psicodélico e terminava em uma das primeiras obras progressivas da história.

Faixas:

(Lado A)
“Quite Rightly So”
“Shine on Brightly”
“Skip Softly (My Moonbeams)”
“Wish Me Well”
“Rambling On”

(Lado B)
“Magdalene (My Regal Zonophone)”
“In Held ‘Twas in I”: a)”Glimpses of Nirvana” / b)”Twas Teatime at the Circus” / c)”In the Autumn of My Madness” / d)”Look to Your Soul” / e)”Grand Finale”

Banda (formação):

Gary Booker (piano e vocal)
Matthew Fisher (órgão, piano e vocal)
Robin Trower (guitarra, violão e vocal)
Dave Knights (baixo)
B.J. Wilson (bateria)
Keith Reid (letras)


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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Opinião Sobre a Possível Reunião do Guns n' Roses

Alguns rumores que tem rondado o meio do rock/metal e efervescido fãs do mundo todo dizem que finalmente Axl Rose e Slash fizeram as pazes e estariam planejando uma volta triunfante da formação clássica do Guns n’ Roses.
O texto a seguir representa minha opinião a cerca dos fatos e o que eu espero de uma reunião do grupo mais adorado dos anos 80-90.
 
Da esquerda para a direita: Izzy Stradlin, Steven Adler, Axl Rose, Duff McKagan e Slash.